quinta-feira, 2 de setembro de 2010

40- Verismo- A Ópera Italiana- 1 Ponchielli, Boito


Ao final do século XIX, surgiu na Itália uma nova corrente dramático-musical denominada verismo, cujos primórdios foi com Giuseppe Verdi.

A cultura europeia influenciada pela literatura realista do francês Émile Zola (1840-1902), deu solidez à música para tratar suas criações com emoções primárias, incorporando à ópera argumentos reais da vida em substituição às tramas de enredo formal, ou mitológicas e outras absurdas, do ponto de vista real. Surge assim o verismo (realismo, em italiano), um movimento artístico do fim do século XIX.

O começo do verismo musical coincidiu com a estreia de "Cavalleria Rusticana" (1890), de Pietro Mascagni (1863-1945), cujo libreto foi tirado do drama escrito pelo novelista Giovanni Verga (1840-1922), principal representante do verismo literário italiano.

Nesse mesmo tempo, os romancistas italianos Capuana e De Roberto, seguindo o exemplo do grande Verga, descobriram o mundo das paixões elementares e superstições arcaicas da Sicília. Pintaram-no com cores do naturalismo de Zola.

O termo verismo é usado particularmente para a ópera italiana desse período, que frequentemente apresentava intrigas violentas e envolvimentos sórdidos, resultando num tratamento melodramático que tendia a explorar momentos individuais de crise. Mascagni e Leoncavallo foram os maiores criadores da ópera verista que, graças ao seu sucesso mundial, encontrou imitadores em toda a parte.

Vários compositores italianos darão esse toque de "verismo" às suas composições, sem faltar com o romantismo próprio da época, mas sobrecarregando-o com cores primárias das paixões humanas.

Amilcare Ponchielli
(1834 – 1886) foi um compositor italiano, basicamente de óperas. La Gioconda, a sua obra mais famosa, é uma ópera de grandes paixões que se passa em Veneza.

São suas óperas: "Il Sindaco Babbeo" (1881), "Cremona" (1856), "Bertrando del Bornio" (1858), "La Savoiarda" (1861), "Roderico, Re dei Goti" (1863),"I Promessi Sposi" (1872), "Il Parlatore Eterno(1873)","I Lituani" (1874), La Gioconda(1876).

De todas as óperas a que fez sucesso mesmo foi "La Gioconda", cuja apresentação em 1952 por Maria Callas, lógico que muito tempo depois de sua estreia, foi memorável permanecendo até hoje como uma das suas grandes criações.

Maria Callas canta "Suicídio" da ópera "La Gioconda".

Eliane Coelho canta da Gioconda a ária "Suicidio!" de Ponchielli. A apresentção foi em São Paulo, em 2006.


Não posso deixar de mostrar o desenho animado da Disney que usa a Gioconda.


Ver link com "A Dança das Horas" de Amilcare Ponchielli.
http://www.youtube.com/watch?v=9WGSLNOnQ5o

e a continuação:http://www.youtube.com/watch?v=5X19-QV-jOU

Ainda da mesma ópera e na mesma apresentação em São Paulo o trecho relacionado ao circo.


Arrigo Boito ( 1842 – 1918), foi um poeta, escritor, libretista e refinado compositor italiano, que deve a sua fama à ópera "Mefistofele" , baseada na obra Fausto de Goethe, e à escrita de libretos por outros compositores. Utilizou textos de Hamlet, Otello e Falstaff , sendo que este último, baseado na peça shakespeariana, "The Merry Wives of Windsor" , denota um avanço no tratamento da forma do libreto, particularmente, no âmbito da concentração do enredo, de modo a torná-lo mais eficaz em termos de ópera. Foi considerado o maior libretista da época.

"The Merry Wives of Windsor", a mesma carta.


Em 1868, estreia no Teatro Alla Scalla de Milão sua ópera "Mefistofele", a qual suscitou violentas reações no exigente público milanês, pois julgou a ópera como “wagneriana”. Com isso, irromperam distúrbios nacionalistas nas ruas e a policia decidiu interromper as apresentações.

Após estes incidentes, Boito realiza inúmeros cortes e revisões. A nova versão foi apresentada no Teatro Comunal de Bolonha, em 1876, alcançando finalmente grande êxito, passando a integrar o reportório de óperas clássicas. Foi no papel de Fausto que o famoso tenor italiano Beniamino Gigli se celebrizou.

Ildebrando d'Arcangelo - Mefistofele - Ave Signor


Orquestra e Coro Nacional de Santa Cacília e Orquestra e Coro do Teatro de São CArlos e Coro de Vozes Bianche de Nápoles, num total de 380 elementos, sob a direção de Antonio Pappano. È o prólogo da ópera Mefistofeles.






Levic

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