
Krzysztof Penderecki nasceu em Debica ( Este de Cracóvia) a 23 de novembro de 1933, filho de um advogado e violinista amador, cedo começou a estudar violino e piano, sendo admitido no Conservatório de Cracóvia aos 18 anos de idade e estudando paralelamente filosofia e história da arte e da literatura na universidade.
Suas primeiras obras eram enquadradas na chamada música de vanguarda. Tempos depois, contudo, Penderecki passou a escrever obras com uma estética mais conservadora, retornando ao sistema tonal, eventualmente utilizando alguns elementos atonais. Sua música se enquadra no período denominado classicismo pós-moderno. É um dos poucos compositores contemporâneos renomados entre o grande público.
A partir de 1954, estuda composição na Academia Nacional de Música de Cracóvia, primeiro com Artur Malewski e depois com Stanislav Wiechowicz. Diplomou-se em 1958, começando então a lecionar na Escola Superior de Música.
Em 1959, as suas três obras, "Strophen", "Emanations" e "Salmos de David", conquistaram primeiros prêmios no 2º Concurso para Jovens Compositores Polacos de Varsóvia, promovido pela União dos Compositores.
No anos seguinte, a sua peça Anaklasis, para 42 instrumentos de cordas e percussão, estreada pela Orquestra da Rádio do Sudoeste da Alemanha, sob a direção de Hans Rosbaud, no Festival de Donaueschingen, foi entusiasticamente recebida pela imprensa.


A sua ópera "Os Demônios de Loudun" (Die Teufel von Loudun) é composta de três atos, cujo libreto é dele mesmo, com base na adaptação teatral feita por John Whiting, do livro "The Devils of Loudun" de Aldous Huxley, com a tradução alemã de Erich Fried. Estreou em 1969 em Hamburgo. Penderecki valendo-se dos meios musicais, e não exclusivamente cênicos, sabe produzir uma reação desejada, fazendo manipular as reações da plateia.
Em seu romanc, Huxley analisa o fenômeno das irmãs ursulinas (Ordem de Santa Úrsula) que se diziam possuidas pelo demônio, como manifestação da necessidade humana de transcendência, estando entre outras possíveis manifestações como a bebida, as drogas e as aventuras sexuais. O autor também estabelece um paralelo entre a caça às bruxas de que foi vítima Urbain Grandier e as perseguições semelhantes dos tempos modernos. Grandier é um mártir cristão e é esta paixão que testemunhamos na ópera.
As tragédias pessoais de Grandier (o páraco da igreja) e de madre Jeanne, cuja fixação no pároco a leva a sonhos e frustrações sexuais, acaba por conduzi-la a ver nele um comparsa do diabo, um comerciador do demônio e assim injustamente ele é condenado, tornando-se ela a sua mais fiel acusadora. Grandier, que é o defensor do espírito de independência da cidade, opondo-se ao cardeal Richelieu e a seus seguidores, será conduzido à morte, aproveitando os motivos espirituais de que é acusado para encaixá-lo em outros como os políticos e os sociais. As autoridades insuflam o povo a ver em Grandier um grande inimigo, e a última cena é bastante chocante com a sua execução.

Em 1970 recebeu o Prêmio da União dos Compositores Poloneses. Em 1972 assumiu o cargo de reitor da Escola Superior de Música de Cracóvia e de 1973 a 1978 foi professor na Universidade de Yale, New Haven. Durante estes anos, Penderecki rapidamente passou a ser também admirado e respeitado como maestro das suas próprias composições e das de outros compositores.
Em 1970 recebeu o Prêmio da União dos Compositores Poloneses. Em 1972 assumiu o cargo de reitor da Escola Superior de Música de Cracóvia.
De 1973 a 1978 foi professor na Universidade de Yale, New Haven. Durante estes anos, no curso de extensas digressões mundiais, Penderecki rapidamente passou a ser também admirado e respeitado como maestro das suas próprias composições e das de outros compositores.
Krzysztof Penderecki recebeu outros prêmios pelas suas cinco sinfonias, pequenas peças orquestrais, concertos para instrumento solista e orquestra, música de câmara e numerosas obras vocais, nomeadamente o Prêmio Honegger em 1977 (Magnificat), o Prêmio Sibelius da Fundação Wihouri e o Prémio Nacional da Polónia em 1983, o Prêmio Lorenzo Magnifico em 1985, e o University of Louisville Grawemeyer Award for Music Composition em 1992 (Adagio-Symphony Nº. 4), entre outros.
Em 1998 foi distinguido com o "Composition Award of the Promotion Association of the European Industry and Trade", prêmio que lhe foi entregue a 10 de setembro, por ocasião do Festival Penderecki de Cracóvia e em 1999 recebeu o Prêmio de Música da Cidade de Duisburg.
Em 2000, o Cannes Classical para o "Compositor Vivo do Ano"; em 2001 o Prêmio Príncipe das Astúrias para as Artes e em 2002 o Prêmio Romano Guardini da Academia Católica da Baviera.

É ainda membro honorário da Royal Academy of Music (Londres), da Accademia Nazionale di Santa Cecilia (Roma), da Kungliga Musikaliska Akademien (Estocolmo), da Akademie der Künste (Berlim), e da Academia Nacional de Bellas Artes (Buenos Aires).
Levic
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