quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

64- França -séc.XX- 4 Francis Poulenc


Francis Jean Marcel Poulenc (Paris, 7 de janeiro de 1899 – 30 de janeiro de 1963) foi um compositor e pianista francês, membro do grupo Les Six, autor de obras que abarcam a maior parte dos gêneros musicais, incluindo canção, música de câmara, oratório, ópera, música para bailado e música orquestral.

Poulenc começou a compôr com 7 anos de idade e aos 15 anos estudou com Ricardo Vinhes, que o encorajou para compor, apresentando-o a Satie, Casella, Auric e outros.

Em 1917 a sua "Rapsodie Nègre" deu-lhe uma importância notável em Paris. Mas os seus conhecimentos técnicos eram escassos, pois Poulenc nunca frequentou o Conservatório. Assim em 1920 decidiu estudar harmonia durante três anos com Charles Koechlin. mas nunca estudou Contraponto nem Orquestração.

Os seus conhecimentos de forma de composição e arranjos eram mais intuitivos. Em 1920 um crítico musical, Henri Collete escolheu 6 destes "Nouveaux Jeunes" e chamou-lhes "Les Six",
o qual Poulenc que fazia parte deste grupo.

Deram concertos juntos, sendo um dos seus artigos de fé que se inspiravam no «folclore parisiense», isto é, nos músicos de rua, nos teatros musicais, nas bandas de circo.


O ambiente parisiense da época é fielmente representado na versão de Poulenc de "Cocards" de Cocteau. Esta obra chamou a atenção de Stravinski que recomendou Poulenc a Sergei Diaguilev, sendo o resultado desta colaboração o ballet "Les Biches", no qual ele expressa a sofisticação frágil dos ano 20, uma compreeensão verdadeira do idioma do Jazz e do seu lirismo romântico que cada vez mais vai influenciar a sua obra.

"Les Biches" (1922) -Ballet Nijinska e Música de Poulenc, com Georgina Parkinson.



As suas obras mais conhecidas são talvez as canções para voz e piano, em especial as escritas a partir de 1935, quando começou a acompanhar o grande barítono francês Pierre Bernac.

As suas versões de poemas de Apollinaire e do seu amigo Paul Eluard são particularmente boas, cobrindo ums vasta gama de emoções.



Consulte o blog indicado para obter vários cds das músicas de Poulent.
http://maisumadofalsario.blogspot.com/search/label/Francis%20Poulenc



Compôs 3 óperas, sendo a maior "Les Dialogues des Carmélites" (1953-56), baseada em acontecimentos da Revolução Francesa, e as suas obras religiosas têm um toque de êxtase como o que apenas se encontra nas obras de Haydn.

Ainda compôs "Les Mamelles de Tiresias"( Os seios de Tirésia - (1947)), e

"La voix Humainee"( A voz humana (1959).

Les Mamelles de Thérèse passa em Zanzibar, cidade imaginária da Riviera Francesa, entre Nice e Monte Carlo, no ano de 1910. O libreto é de Guillaume Apolinnaire, cuja estreia foi em 1947 no Opera-Comique de Paris.

A personagem Thérèse declaando-se uma feminista, se recusa a submeter-se à vontade do marido e deseja torna-se um soldado.No momento que o marido lhe solicita, ela proclama mais enfaticamente suas ambições. Seus seios então aparecem a ponto de saltar fora da blusa,que ela abre, revelando dois balões de criança presos por cordões. Depois decide livrar-se deles , fazendo-os explodir com a ajuda de um isqueiro. Sentindo que sua barba começa a crescer e verifica isso olhando num espelho. Seu marido chega e não a reconhece, e ela lhe diz que vai chamar-se, daqui para frente, como Tirésias e não é mais sua mulher.A ópera tm vários personagens e outras cenas aparacem até o final.

Les Mamelles de Teresias, tendo Barbara Bonney no papel de Thérèse e cantando "Non, Monsieur mon mari!"



Les Mamelles de Tiresias, com Luca Canonici como o marido e Thomas Morris como o jornalista.







A morte acidental do seu grande amigo Pierre-Octave Ferroud conjugada com uma peregrinação à Virgem Negra de Rocamadour, em 1935, levaram Poulenc a regressar ao catolicismo, resultando em composições em tom mais austero e sombrio.

"Les Dialogues des Carmélites" é uma ópera de 3 atos, sobre um libreto de Emmet Lavery, baseada na peça de Georges Bernanos.

A psicologia do medo que constitui o tema pincipal da ópera se evidencia na interpretação da Comunhão dos Santos apresentada na peça. O grande mérito de Poulenc é ter sabido preservar a naturza profunda do original de Bernanos, além de ter musicado o texto de forma que deixou claras e audíveis as palavras, resultando num drama dos mais envolventes.



Outro trecho da ópera "Les Dialogues des Carmélites".


La voix Humaine é uma tragédia lírica em um ato, com o libreto de Jean Cocteau, e que teve sua estreia em 1959 no Opera_Comique de Paris.Esta é a terceira e última ópera de Poulenc. O tema é o de uma mulher abandonada pelo amante. Ela tentou suicidar-se ao ouvir dele que pretendia casar-se no dia seguinte, e cabe supor que se trata da última conversa que terão ao telefone.
A personagem é uma só: esta mulher(soprano). Ferida, a mulher sofre,chega ao fundo do poço, acalma-se.Tenta reconquistá-lo, falando banalidades ou sugestões de encontros. Finalmente tudo acaba: a ligação é interropida e o telefone cai no chão. As verdades essenciais não chegaram a ser ditas.

Vamos ver tres versões: a primeira é com a soprano Audra McDonald , a segunda com Merav Barnea e a terceira na cena fina com Carole Farley.







Ainda uma quarta porque achei melhor:
Com a soprano Valerie MacCarthy.




Entre a sua última série de grandes obras é uma série de obras para instrumentos de sopro e piano. Ele gostava muito de instrumentos de sopro, e planejou um conjunto de sonatas para todos eles, mas só viveu até completar quatro: sonatas para clarinete, flauta oboé, e os Elegie para trompa.


Francis Jean Marcel Poulenc




Levic

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

63- França-séc.XX- 3 Honegger e Milhaud


Arthur Honegger (Le Havre, 10 de março de 1892 – Paris, 27 de novembro de 1955) foi um compositor suíço, conhecido por compor vários oratórios e sua famosa Cantata de Natal. Foi membro do grupo de compositores considerado anti-romântico chamado Les Six (Os Seis).




Naquela altura Honegger vivia em Le Havre, que fica a perto de 200Km de Paris, e deslocava-se à capital de comboio. Daí talvez tenha nascido o seu fascínio por locomotivas, que serviu de inspiração para uma das suas mais conhecidas e bem sucedidas obras, Pacific 231 (2 pequenas rodas laterais à frente, 3 grandes rodas centrais e 1 roda atrás), composta em 1923 e estreada no dia 8 de Maio de 1924 pelo maestro Serge Koussevitzky (1874-1951).

Honegger fez a ópera"Jeanne au Bücher(Joana na Fogueira),com libreto de Paul Claudel. É na verdade, um oratório com um prólogo dramático e 11 quadros, cuja estreia foi dada na Basileia.

Inspirados nos mistérios católicos medievais, este seu trabalho é motivo de uma reflexão musico-dramática, em que a heroina nacional francesa se envolveu numa série de episódios da sua vida, desde a sua infância campesina até ao momentos sociais e políticos culminando na sua morte.

Arthur Honegger:Pacific 231 , sob regência de Marc Andreae.






Jeanne d'Arc au bûcher






Darius Milhaud (Marselha, 4 de setembro de 1892 – Genebra, 22 de junho de 1974) foi um compositor e professor francês, um dos mais prolíficos do século XX, tendo sua obra muito conhecida por conciliar o uso da politonalidade (múltiplas tonalidades ao mesmo tempo) e do jazz.

Membro de uma família judaica, estudou no Conservatório de Paris, onde conheceu seus colegas de composição Arthur Honegger e Germaine Tailleferre.

Teve aulas de harmonia e composição e veio trabalhar como voluntário no Brasil, durante o período em que o poeta Paul Claudel era embaixador no país.

Diga-se de passagem que esta época marcou muito sua vida, refletindo-se em obras como a suíte de dança "Saudades do Brazil" ou a famosa peça "Scaramouche".




Corcovado da suite Saudades do Brasil:




Em 1922, numa viagem aos Estados Unidos ouviu o jazz "autêntico" nas ruas do bairro de Harlem em Nova Iorque. Ficou tão influenciado que passou a compor com arranjos de jazz as suas composições "La Création du monde" ("A Criação do mundo"), que é um balé em seis cenas contínuas, com movimentos naquele estilo.



Mudou-se para os Estados Unidos em 1940, por motivos da guerra e durante a mesma lecionou no Mills College de Oakland, Califórnia.



Entre 1947 e 1971 alternou períodos de docência em Mills e no Conservatório de Paris até que, devido a sua saúde já debilitada que o mantinha preso a uma cadeira de rodas, acabou se aposentando.

Morreu em Genebra, Suíça, aos 81 anos de idade.


Assim como seus contemporâneos Paul Hindemith, Bohuslav Martinu e Heitor Villa-Lobos, compunha muito rapidamente e de forma natural. Suas obras mais conhecidas são os balés "Le Bœuf sur le toit" e "La Création du Monde", a peça "Scaramouche" (em diferentes versões), e a suíte de dança "Saudades do Brazil".


Milhaud compôs muitas obras, sendo só de ópera chega ao número 443 obras. Também é importante ressaltar que Milhaud costumava fazer várias versões da mesma peça, como Scaramouche, que pode ser para saxofone e orquestra, saxofone e piano, dois pianos, clarinete e orquestra.

Suas óperas mais conhecidas são: - Les Malheurs d'Orphée (1926), -Christophe Colomb (1928), -Maximilien (1930), -Médée, com texto de Madeleine Milhaud, sua prima e esposa (1938), -Bolivar (1943), --Le Pauvre Matelot( O Marinheiro Pobre), -L'Enlèvement d'Europe(O Rapto da Europa), L'Abandon d'Ariane(O Abandono de Ariadne),-Les Choéphores.

Le Pauvre Matelot

No vídeo abaixo Darius Milhaud que fez várias cenas com Paul Claudel , inclui uma passagem de Electra na morte de seu pai, o rei Agamennom, com a mezzo-soprano Hélène Bouvier como Electra. A ópera é Les Choéphores.




Darius Milhaud: L'Enlévement d'Europe, Op.94 (1927)


No site abaixo, tem vários vídeos de Darius Milhaud. Muito bons.

http://www.nme.com/artists/darius-milhaud


La Déliverance de Thésée (1928) Opéra-Minute em seis cenas, com o barítono Bogdan Makal.



L'Abandon d'Ariane (1928) Opéra-Minute em cinco cenas, com o barítono Bogdan Macal.



Le Bœuf sur le toit - Darius Milhaud (1892-1974) - Part II



"Le Boeuf sur Le Toit, Op.58" 'A surrealistic cabaret...'








Prelude para órgão,Op 231b No 1 (1942)



"Sob uma calma aparente, numa fisionomia quase imóvel, uma grande agitação interior, uma paixão contida, uma vida intensa" - assim se refere Paul Landormy em recente estudo sobre o compositor, sua vida e sua obra.


Levic

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

62- França-séc.XX- 2 Dukas,Roussel,Ravel





Paul Dukas nasceu em 1865, Paris, e morreu em 1935, Paris. Foi um compositor do modernismo, e também professor de composição e crítico musical bastante conhecido.

Autor da composição "O Aprendiz de Feiticeiro", baseada em um conto de Johann Wolfgang von Goethe (Der Zauberlehrling). A obra que ficou mundialmente conhecida por ter sido aproveitada no filme "Fantasia" de Walt Disney, de 1940, com Mickey no papel do aprendiz.




Sua única ópera foi Ariane et Barbe-Bleue (1907), com libreto de Maurice Maeterlinck.




Suzanne Balguerie canta: "Ô mes clairs diamants". da ópera Ariane et Barbe-Bleue.







Albert Charles Paul Marie Roussel (5 de abril, 1869 - 23 de agosto, 1937) foi um compositor francês. Albert Roussel nasceu em Tourcoing. O primeiro interesse de Roussel não foi a música, e sim a matemática. Ele passou um tempo na Marinha Francesa e em 1889 e 1890 ele serviu em uma fragata.

Começou a estudar música seriamente com Eugène Gigout e continuou seus estudou até 1908 no Schola Cantorum (um de seus professores na escola foi Vincent d'Indy). Enquanto ele estudava, ele também lecionou, e um de seus estudantes foi o jovem Edgard Varèse. Durante a Primeira Guerra Mundial ele serviu como o motorista de uma ambulância.


Os seus primeiros trabalhos foram fortemente influenciados pelo impressionismo de Debussy e Ravel. Roussel teve interesse no jazz e escreveu uma composição para voz e piano entitulado Jazz Dans la Nuit.

Seus trabalhos mais importantes são os balés Le Festin de l'Araignée, Bacchus et Ariane e Aeneas e mais quatro sinfonias. Seus outros trabalhos incluem numerosos balés, suites orquestrais, um concerto para piano, um concertino para orquestra e violoncelo, um salmo para coral e orquestra, música incidental para teatro, música de câmara, música para piano solo e canções. Sua única ópera é "Padmavati", em 2 atos e com estreia em 1913.





Roussel morreu na cidade de Royan, no oeste da França, em 1937.



A ária :"Padmavati est l'image vivante...." Albert Roussel : PADMAVATI Festival dei Due Mondi di Spoleto , em junho de 2008 com Emmanuel Vuillaume.





Joseph-Maurice Ravel (Ciboure, 7 de março de 1875 – Paris, 28 de dezembro de 1937) foi um compositor e pianista francês, conhecido sobretudo pela sutileza das suas melodias instrumentais e orquestrais, entre elas, o Bolero, que ele considerava bem trivial.

Filho de engenheiro mecânico, Maurice Ravel nasceu numa cidade próxima ao País Basco, mas bem cedo se mudou com a família para Paris.

Com professores particulares, estudou piano (a partir dos sete anos) e depois harmonia. Em 1889, ingressou no Conservatório de Paris, onde teve aulas de piano com Charles de Bériot e de composição com Gabriel Fauré.

Foi influenciado significativamente por Debussy, e também por compositores anteriores, como Mozart, Liszt e Strauss, mas logo encontrou seu próprio estilo, que ficou, porém, marcado pelo Impressionismo.

Ravel tentou ganhar o Prêmio de Roma quatro vezes, mas os arrojos de sua composição não foram reconhecidos pela academia.

Em 1901, compôs a "Pavana Para uma Infanta Defunta", uma de suas obras mais conhecidas. "Sherazade" é de 1903, e a "Rapsódia Espanhola", de 1907. No mesmo período, Ravel criou muitas outras obras, sobretudo para piano.

Em 1909, travou contato com Stravinsky, que estava em Paris apresentando seus balés, dirigidos por Serge Diaghilev. O encontro teria grande impacto na carreira de Ravel.

Dois anos depois, juntamente com outros músicos que freqüentavam o curso de Fauré, fundou a Sociedade Musical Independente, em oposição à Sociedade Nacional de Música.


Sua primeira obra orquestral, o balé "Daphnis e Chloé", para ser encenado por Diaghilev, foi composta em 1912.
Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, Ravel tentou alistar-se na aviação militar, mas foi rejeitado. No ano seguinte, conseguiu um posto de motorista do Exército.

Ainda durante a guerra, com o falecimento da mãe (1917), voltou para Paris.

Nos anos 1920, Ravel já era compositor reconhecido e realizou inúmeras turnês pela Europa. Em 1928, apresentou-se nos EUA, onde conheceu personalidades do cinema e da música, entre as quais o compositor Ira Gershwin. No mesmo ano, recebeu o título de doutor "honoris causa" pela Universidade de Oxford (Inglaterra).

Também em 1928, compôs o famoso "Bolero", que de início era uma composição para balé.

Em 1931, criou o "Concerto Para Mão Esquerda", destinado a Paul Wittgenstein, pianista que perdera a mão direita durante a guerra.

Prélude à la Nuit - Rhapsodie Espagnole - Maurice Ravel



Suas óperas L'heure espagnole ("The Spanish Hour") (opera, 1907–1909)

e
L'enfant et les sortilèges (1919-1925), são as únicas conhecidas.




L'enfant et les sortilèges ( O Menino e os Feitiços)com a coreografia de Jiri Kylian.



Levic

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

61- França-séc.XX- 1 Fauré,G.Charpentier,Debussy




Gabriel Urbain Fauré (Pamier, 12 de maio de 1845 — Paris, 4 de novembro de 1924) foi um compositor francês.

Fauré, após a guerra de 1870 faz contínuas viagens para assistir uma série de apresentações de Saint-Saëns e, principalmente, Richard Wagner. Embora impressionado com a música e o gênio de Richard Wagner, Fauré nem por um momento se deixou influenciar, permanecendo na história da música francesa no estilo da segunda metade do Século XIX.

Compôs duas óperas: Prométhée (Opera in three acts: Tragédie lyrique, 1900) e Pénélope (Opera in three acts: Poème lyrique, 1913).



Veronique Gens canta uma canção "Nuit D'etoiles Song Après un rêve" Op. 7 no 1 de Gabriel Fauré e no piano Roger Vignoles.




Gabriel Urbain Fauré: Après un rêve Sicilienne;Pelléas et Mélisande.






Gustave Charpentier (25 de Junho de 1860 – 18 de Fevereiro de 1956) foi um compositor francês, muito conhecido pela sua ópera Louise.


Nascido em Lorena, deixou a região natal, com a família, depois da guerra franco-prussiana de 1870. Na cidade de Tourcoing cursou violino e harmonia na Escola das Belas Artes – e foi o município dessa cidade que lhe ofereceu uma bolsa para continuar os estudos no Conservatório de Paris. Aí, foi aluno de Émile Pessard e de Jules Massenet.

Tendo sido compositor de música considerada por muitos como excêntrica, a sua obra é principalmente associada à criação de ‘A Coroação da Musa’, um espectáculo que tinha Montmartre por cenário, com 1250 intérpretes em cena e apresentada por ele próprio aos 91 anos.




Renee Fleming canta de Charpentier "Depuis Le Jour",da ópera Louise sob regência de James Levine do Metropolitan. Depois aproveita nos vídeos relacionados que estão na telinha para comparar a mesma ária com vários intérpretes.







Claude-Achille Debussy, músico que nasceu em Saint-Germain en Laye (França) em 1862 e faleceu em 1918. Na época que ele viveu, além de ser moda no meio musical europeu no final do século 19, Wagner exercia influência com suas obras e inclusive fortemente na obra de Debussy, como na cantata "La demoiselle élue" (1888), como também em "Musique javanese" a Paris (1889) e em "Cinq poèmes de Baudelaire" (1889).


Entretanto, no novo século XX , Debussy criou sua própria linguagem musical: um sistema original de harmonia e de estrutura musicais inspirados nos pintores impressionistas e nos poetas simbolistas. Sua abordagem teve uma enorme influência na música moderna.


Em sua obra pianística, Debussy resgatou o rococó. Seu último volume, "Études" (1915), possui variantes de estilo e textura baseados nos exercícios para o piano, com nítida influência do jovem Stravinsky. Em 1902, compôs a sua única ópera, "Pelléas et Mélisande", com novos recursos dramáticos, como a declamação, a técnica já consagrada de Wagner.



Pelleas et Melisande-Debussy-,na interpretação de Isabel Rey e Michael Volle, numa apresentação em 2004.










Uma outra ópera de Debussy é "Le Martyre de Saint Sébastien"(O Martírio de São Sebastião),no vídeo cantada pela soprano Sophie Marceau. Sua estreia foi em 1911 em Paris.




Levic

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

60- Alemanha-séc.XX-5-Ligeti ,Henze,Reimann,






György Sándor Ligeti (Dicsőszentmárton, 28 de maio de 1923 — Viena, 12 de junho de 2006) foi um compositor húngaro judeu, amplamente considerado como um dos mais notáveis compositores de música erudita do século XX.

Sua obra mais famosa é a ópera "Le Grand Macabre".


Ópera em 2 atos, baseda na "La balade du Grand Macabre" de Michel de Ghelderode.
Na primeira cena, num set imaginário de Breughelland , um casal de lésbicas fazem amor.

Também é conhecido por algumas músicas das trilhas sonoras de filmes como 2001: Uma Odisséia no Espaço e Eyes Wide Shut.

G. Ligeti : Le Grand Macabre, Prince Go-go. Clique para assistir no Youtube.
http://www.youtube.com/watch?v=I7j0vlHuZp0


Poética,burlesca,engraçada,angustiante, metafísica,charmosa...assim é a ópera.



Hans Werner Henze nasceu em 1º de julho de 1926 em Gütersloh, no Estado alemão de Vestfália. Resolve estudar música contra a vontade dos pais. Ainda adolescente, sente-se atraído pelas composições modernas.

Foi um dos principais compositores alemães da segunda metade do século XX. Durante a sua formação musical, o nazismo estava no poder e, conseqüentemente, o modernismo estava banido.

É recrutado aos 18 anos para lutar na guerra, como soldado alemão, mas é transferido para o setor de cinema de propaganda. Depois ficou preso num campo inglês, e só retomando em 1946 os seus estudos de música.

Com o fim do regime, passa a sofrer influência de Debussy, Richard Strauss, Bartók, Stravinsky, Schoenberg e Weill, entre outros. Muda-se para a Itália e isto coincide com a explosão de Henze no meio mais propício a seu talento: o palco teatral. À ópera Il Re Cervo (1953-62) segue-se o sucesso de Der Prinz von Homburg, Der junge Lord – textos adaptados pela autora austríaca Ingeborg Bachmann–, Elegy for young lovers e The Bassarids (encomendada pelo Festival de Salzburgo de 1964) – ambas com libreto de W.H. Auden, também colaborador de Igor Stravinsky.
Com a ópera Boulevard Solitude, revela seu próprio estilo e torna-se conhecido.


A ópera moderna Pollicino, baseada nos contos de Collodi, Grimm and Perrault, de 1980. A cena do vídeo se passa numa floresta.




Sua linguagem harmônica, que se orientou dentro do serialismo durante os primeiros anos, ficou mais lírica depois que, nas décadas de 50 e 60, passou longos períodos na Itália. As Musas da Sicília, por exemplo, é uma de suas obras mais tranqüilas e sensuais. A partir de 1968 tornou-se revolucionário de esquerda. Foi para Cuba, onde produziu uma série de peças de temática política.

São suas óperas: Boulevard Solitude (1952), ópera; König Hirsch (1952), ópera; As Musas da Sicília, ópera;Elegie für jung Liebende (1959), The Bassarids (1965), ópera. As óperas em ordem cronológica:
Das Wundertheater (1948)
Boulevard Solitude (1951)
König Hirsch (1952–1955)
Der Prinz von Homburg (1958)
Elegie für junge Liebende (1959–1961)
Der junge Lord (1964)
Die Bassariden (1965)
We come to the river (1974–1976)
Pollicino (1980, ópera para crianças)
Die englische Katze (1980–1983)
Robert, der Teufel (1985, ópera para crianças)
Das verratene Meer (1990)
Der Prinz von Hamburg (1991)
Venus und Adonis (1997)
L'Upupa (2003)
Phaedra (2006-2007)

A ópera Boulevard Solitude.







Aribert Reimann (Berlim, 4 de março de 1936) é um compositor de ópera e pianista alemão. Sua versão do Rei Lear, foi escrito por sugestão de Dietrich Fischer-Dieskau, que cantou o papel títular.

Rei Lear no Teatro Regio -Turin

"Lear" é uma ópera em dois atos,com música de Aribert Reimann (1936), e libreto de Claus H. Henneberg, baseada na tragedia "King Lear", de Shakespeare.


Levic